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REVISTA IATE

Nº6

FEVEREIRO DE 2010

DESTAQUES DA EDIÇÃO

Pura Energia

A exemplo do Cisne Branco da Marinha do Brasil, os navios-escola de diversos países oferecem um espetáculo de tradição e beleza. Além de sua utilização para a instrução e treinamento de cadetese oficiais, esses veleiros atuam como embaixadores de seus países.

A arte da navegação está em cada detalhe.

Show de luzes no Cais Mauá, onde os navios-escola, receberam a visita de milhares de pessoas.

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ÁGUAS DA TRADIÇÃO

Um dos mais belos fenômenos da natureza, as ondas se formam pela ação do vento, transferindo energia para a superfície da água e enchendo os mares de poesia.

Os cuidados dispensados a esses veleiros fazem a boa sorte de quem tem a oportunidade de visitá-los: em seu interior, a arte da navegação está em cada detalhe, da arrumação dos cabos à decoração, do uniforme dos marinheiros ao brilho dos metais. Em fevereiro, o Rio de Janeiro foi sede do evento Grandes Veleiros Rio-2010-Velas Sudamérica, que reuniu nove dessas embarcações: os navios de treinamento Libertad, da Argentina; Esmeralda, do Chile; Gloria, da Colômbia, Guayas, do Equador, Juan Sebastián Elcano, da Espanha, Cuauhtemoc, do México, Capitán Miranda, do Uruguai, e Simón Bolívar, da Venezuela, além de nosso Cisne Branco.

Os navios foram abertos à visitação pública, realizaram desfiles pela orla carioca e participaram da regata Velas América do Sul 2010.

NAVIOS GÊMEOS

O Libertad, navio de treinamento da Argentina, tem três mastros, 27 velas, 103,7 metros de comprimento, pesa 3.765 toneladas e sua altura máxima é equivalente à de um prédio de 15 andares. Detém, desde 1966, o recorde mundial de velocidade na travessia do Cabo Race, no Canadá, até a linha Dublin-Liverpool, percorrendo um total de 2.058 milhas em oito dias e 12 horas.

A Real Marinha Espanhola foi representada pela escuna Juan Sebastián de Elcano , o terceiro maior “tall ship” do mundo, com 113 metros de comprimento. O barco foi construído em 1927 com casco de aço e quatro mastros. O desenho do Esmeralda, representante chileno, o torna uma boa imagem de seu irmão Juan Sebastián de Elcano, mas um quarto de século mais jovem. Considerado um dos maiores barcos a vela do mundo, conta com impressionantes 353 pés.

O Simon Bolívar, o “tall ship” venezuelano, é usado exclusivamente como navio-escola. Com casco de aço e 270 pés, foi construído em 1979.

Do México veio o Cuauhtémoc, construído em 1982 nos estaleiros de Celaya, na Espanha. O nome do barco de 270 pés e casco de aço é uma homenagem ao último imperador asteca, morto por Hernán Cortez. Conhecido como embaixador e Cavaleiro do Mar, o barco-escola pesa 1.800 toneladas. Em 2002, o Cuauhtémoc venceu o Boston Tea Pot ao navegar sem interrupção 1.342 milhas náuticas em 124 horas a uma velocidade média de 10,83 nós.

O Cuauhtémoc também tem seu navio irmão; é o Gloria, representante da Colômbia. Construído em 1968 especialmente como navio-escola, o “tall ship” possui quatro mastros e 23 velas. Luxuoso, em todas as escadas do navio o nome Gloria aparece estampado nos degraus. Na proa da embarcação, uma figura feminina, conhecida como Maria Salud, protege os navegantes.

O navio de treinamento uruguaio Capitán Miranda, de 1930, foi utilizado para transporte de carga e mais tarde convertido a motor para operações de pesquisa hidrográfica. Em 1978, o navio voltou à condição de navio a vela e passou a servir à Marinha de seu país. Completando a clássica armada vem o Cisne Branco, representante do Brasil. Terceiro navio a receber esse nome, foi incorporado à Armada brasileira em 2000. A cada viagem, 31 tripulantes formam a turma em treinamento. Sua área vélica é superior a 2 mil metros quadrados. O veleiro de 76 metros de comprimento não faz por menos, e ilustra à perfeição os versos da música Cisne Branco: é uma linda galera. Que flutua nos mares de Norte a Sul. Todos esses navios participam de viagens de cortesia e de regatas clássicas em diversas partes do mundo.

 

 

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PAIXÃO POR NAVEGAR

A Phantom 600, da Schaefer Yachts, surpreende com
um design especialmente desenvolvido para o clima tropical

Por Silvia Zaclis

Com uma equipe sempre atenta às novidades do mundo náutico, o estaleiro Schaefer Yachts, da Grande Florianópolis, prepara o lançamento de seu mais audacioso projeto – a Phantom 600, primeiro modelo de 60 pés da fábrica. “Será uma lancha sem paralelo no País para esse porte. Seu design segue as últimas tendências internacionais e foi especialmente desenvolvido para o clima tropical, além de possuir três suítes completas e opção de dois motores de centro de até 1.100 HP cada um”, explica o proprietário, Márcio Schaefer.

Projetada e construída com a utilização de equipamentos e ferramentas de tecnologia avançada, a Phantom 600 foi desenhada com auxílio de um software 3D e seu casco em “V” tem ângulo de 17 graus na popa e defletores de “spray” longitudinais, o que proporciona alto desempenho e grande conforto em navegação. “Fabricamos barcos para os apaixonados por esse estilo de vida, pessoas que buscam no mar a liberdade, o contato com a natureza e a paixão por navegar”, afirma Schaefer.

Ficha Técnica



Comprimento total 18,77 m
Boca 5,00 m
Calado (com propulsão) 1,30 m
Ângulo de “V” na popa 17o
Deslocamento 28,0 t
Capacidade de combustível 2.900 litros
Capacidade de água doce 860 litros
Cabines 3 + 1
Leitos 6 + 2
Toaletes 3 + 1 (ou 4 + 1)
Capacidade de passageiros 25
Motorização recomendada 2 x 900 HP a 2 x 1.100 HP