REVISTA IATE
Nº18
MAIO 2012 - EDIÇÃO ESPECIAL
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Universo em Gota D’água
Apostando em inovação tecnológica e têxtil, a designer israelense Ayala Serfaty projeta luminárias inspiradas na biodiversidade marinha
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Universo em Gota d’água
LEITURA COMPLETA
O mundo da fotografia está de olho nesse alemão de 33 anos que usa talento e paciência para criar imagens surpreendentes
Markus Reugels começou a se dedicar à fotografia de alta velocidade porque achava fascinante as formas que as gotas d’água podem tomar quando se chocam contra uma superfície sólida ou líquida. Foi esse o ponto de partida para a série Liquid Splashes, em que realizou centenas de combinações de formas e cores.
Na série Refraktion, o fotógrafo deu um passo à frente e passou a registrar figuras refletidas em gotas d’água, de ícones como do Homem-Aranha a formas abstratas, de planetas ao mundo todo, numa precisão impressionante de cores.
Nesse tipo de fotografia, o desafio é congelar a imagem que o olho humano é muito lento para perceber; o momento preciso em que todas as condições se combinam para obter a imagem perfeita: luz, distância, formas, cores. “O mais interessante na fotografia de alta velocidade é que você só vê o resultado quando a foto já foi tirada, é sempre uma surpresa”, diz.
Traquitanas
Markus tem a fotografia como hobby. Na “vida real”, ele é colocador de pisos em uma pequena cidade da Alemanha. Talvez essa condição lhe dê a criatividade e o descompromisso necessários para criar livremente.
Seus principais instrumentos de trabalho são as câmeras fotográficas e os flashes eletrônicos de alta velocidade. Mas, apesar desses equipamentos sofisticados, seu ateliê às vezes se parece com uma cozinha desarrumada. A operação exige traquitanas desenvolvidas pelo próprio fotógrafo que se assemelham a brinquedos de armar e que utilizam objetos tão prosaicos como uma tigela funda de vidro, uma pipeta para a liberação das gotas e simples fotos utilizadas como fundo para as imagens que serão refletidas na água.
Em alguns casos, Markus utiliza substâncias que alteram a consistência da água para criar diferentes efeitos em formas e no tempo da refração.
Pronta a foto, ele realiza um pequeno trabalho de pós-produção, realçando apenas tons e contrastes. E Markus garante que não é feita qualquer outra intervenção nas imagens. Pela qualidade de sua arte, parece que o mundo vai perder um colocador de pisos e ganhar um talentoso fotógrafo.
LEITURA COMPLETA
Meu nome é Predator
Os países de língua inglesa, barcos são tratados no feminino. Nesse sentido, o Predator 130, modelo da Sunseeker lançado em 2009, deve criar um embaraço semântico. Começando pelo nome e pelo tamanho, o iate é francamente masculino, robusto.
Tudo é maiúsculo no barco; dos amplos espaços de convivência como o salão, que, unificado ao terraço de popa, chega a 22 metros de área livre, à completa copa-cozinha, com freezer e lava-louças. Na sala de jantar, a mesa acomoda, confortavelmente, dez comensais.
A suíte máster, a meia-nau, tem direito a varanda sobre o mar. Acionado eletricamente, um dispositivo “abre” o casco em duas partes: a metade inferior torna-se o piso da varanda. A operação de abertura e fechamento é rápida, dura apenas alguns minutos. No salão, outra varanda funciona de forma similar.
Além disso, todos os equipamentos elétricos (aparelhos de som, de tevê, ar-condicionado etc.) estão ligados a uma sala de controle geral, onde reinam as telas touch screen e outros itens movidos a alta tecnologia.
Nas varandas e no terraço de popa, o acionamento elétrico dos guarda-corpos é um espetáculo à parte: escamoteados no piso, eles se desdobram e vão crescendo como em um jogo de montar, até adquirir sua forma final.
Os solários são king-size e se repetem em dois decks. No flybridge, uma piscina/Jacuzzi com lateral de vidro está localizada em frente ao espaço de alimentação, que é uma verdadeira lanchonete, com balcão e banquetas fixas. Para proteger os passageiros, tetos retráteis são também acionados eletricamente.
O piloto conta com poltronas amplas e confortáveis. A velocidade máxima é de 27 nós, mas uma configuração mais agressiva pode elevar o limite para 35 nós.
E, por último, mas não menos importante, em caso de chuva, ninguém precisa abrir mão dos exercícios; a academia a bordo oferece aos dez passageiros bons momentos de lazer.
